
Deu na Gazeta do Povo
Eduardo Tagliaferro, o ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral cujas mensagens, trocadas com dois juízes que assessoravam Alexandre de Moraes no STF e no TSE, revelaram o uso da estrutura do Judiciário para perseguição política a críticos dos tribunais superiores, está prestes a ser o único a pagar por um escândalo que, em um país normal, levaria à queda de todos os envolvidos.
Mas ele provavelmente sabe muito mais do que veio à tona até agora, por meio de reportagens publicadas no jornal Folha de S.Paulo em 2024.
MENSAGENS REVELADORAS – A Gazeta do Povo, em apuração exclusiva, analisou mensagens trocadas entre Tagliaferro e sua atual esposa, na qual ele afirmou temer por sua vida. No dia 17 de abril, publicou texto dizendo que as conversas ficaram todas disponíveis para acesso nos sistemas do STF por duas semanas, até que fossem retiradas do ar na tarde daquela quarta-feira, dia 16 de abril – e foram bloqueados inclusive até mesmo diálogos entre o ex-assessor e seu advogado que haviam sido divulgadas, em uma violação grotesca do sigilo profissional.
À esposa, Tagliaferro afirmou que “hoje, se eu falar algo, o Ministro [Moraes] me mata ou me prende”, usando o exemplo de Mauro Cid, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
UMA VERDADE – “Veja pelo Cid, falou em um grupo privado, algo que nem seria crime, somente comentou uma verdade, o fdp [outra referência a Moraes] mandou prender ele de novo”.
O assessor ainda acrescentou que “minha vontade é chutar o pau da barraca, jogar tudo para o alto. Meter o louco e não fazer mais nada, mas não posso, tenho as meninas” – uma referência a duas filhas adolescentes.
Na época das mensagens, Tagliaferro não era mais assessor do TSE, tendo sido demitido da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) em 2023 após ser detido por suposta violência doméstica contra a ex-mulher”.
UM MINUTO POR FAVOR: É tanta sujeirada que fica difícil imaginar como este país continua de pé, hígido e se desenvolvendo devagar e sempre, com essas autoridades que só sabem explorá-lo de forma vergonhosa. Vejam agora Lula reclamando que receber R$ 46 mil por mês, sem gastar um centavo e detonando o cartão corporativo presidencial, ainda é pouco. Por que não volta a ser metalúrgico, companheiro?







