

Seja na massa do domingo ou no molho de uma carne de panela, o tomate é um dos ingredientes mais presentes nas cozinhas brasileiras. Mas basta parar diante da prateleira de produtos à base de tomate no supermercado para a dúvida aparecer: afinal, entre o molho pronto, o extrato, a passata e o tomate pelado, qual é a melhor escolha para a saúde?
A resposta passa por entender como cada produto é feito e o quanto de nutrientes ele consegue preservar até chegar à sua mesa. O tomate é fonte de licopeno, um antioxidante natural associado à proteção do coração e ao combate ao envelhecimento precoce. No entanto, o teor desse e de outros nutrientes varia bastante entre as diferentes formas de processamento.
Entre todas as opções, o tomate pelado costuma ser o mais recomendado pelos especialistas. Por ser minimamente processado, ele mantém boa parte das fibras, vitaminas, minerais e o próprio licopeno. Em geral, leva apenas tomates inteiros, sem pele, imersos no próprio suco e com pouco ou nenhum aditivo.
A passata de tomate também aparece como uma alternativa saudável. Produzida a partir de tomates frescos triturados e peneirados, ela preserva antioxidantes importantes, como a vitamina C, além de ter um sabor mais próximo ao do fruto in natura. O alerta fica para as versões industrializadas, que podem conter sódio, açúcar e conservantes. Ler o rótulo é fundamental.
Já o extrato de tomate é o campeão em concentração de licopeno. Isso porque o produto passa por um processo de redução, com a retirada de grande parte da água dos tomates. O resultado é um sabor mais intenso e um teor mais alto de antioxidantes por porção. No entanto, é também o mais calórico e com menor teor de fibras.
O molho de tomate pronto, apesar de prático, é o que mais merece atenção. Por ser considerado um alimento ultraprocessado, traz em sua composição altas quantidades de sal, açúcares, óleos, estabilizantes e conservantes. O consumo frequente pode contribuir para o aumento do risco de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.
De acordo com Isolda Prado, nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), a escolha deve levar em conta os objetivos individuais e as condições de saúde de cada pessoa. “Passata e tomates pelados preservam mais os nutrientes naturais. O extrato é uma boa fonte de licopeno, mas deve ser usado com moderação. Já os molhos prontos devem ser consumidos esporadicamente”, orienta.
Para quem deseja garantir mais controle sobre os ingredientes, uma saída é preparar o próprio molho em casa, usando tomates frescos e temperos naturais. “Dessa forma, é possível reduzir o sal e evitar aditivos químicos”, reforça a nutricionista Isabela Araújo dos Santos. Uma dica prática: cozinhar uma quantidade maior de molho caseiro e congelar em porções facilita o preparo das próximas refeições, sem abrir mão do sabor e da saúde.






