

Nunca presenciei em minha vida uma eleição municipal tão cheia de remeleixo, artimanhas, perseguições e armações com esta que estou presenciando atualmente em Juazeiro do Norte. Está mais para um faroeste caboclo que para um pleito político.
A população atônita por saber dos movimentos que os donos do Poder Estadual estão adotando, mais parecendo com os tempos do período de exceção em que os poderosos de plantão mexiam nas regras eleitorais a seu bel prazer e a cada eleição. Quando viram que com certeza ficariam em desvantagem no Senado da República, inventaram um tal de senador biônico que era escolhido um por cada estado e cujo titular era investido mediante a ausência de sufrágio universal e cujo parâmetro para escolha era a sanção das autoridades de Brasília à época do Regime Militar de 1964 nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Uma lástima. Sem falar no baixo astral de todos os Atos Institucionais editados. Hoje tudo isso está sendo feito, porém, travestido de uma maquiagem muito bem elaborada pelos homes que detém os três poderes no País.

Mas voltando a Juazeiro do Norte que já inventaram tudo no mundo nesta eleição, eis que ha meses o TRE resolveu inventar uma tal de operação de guerra para que a cidade do Padre Cícero passe a fazer parte do pequeno time de cidades que possui o instituto do segundo turno nas eleições municipais. Quando inventaram essa geringonça se não me engano a cidade tinha um deficit de quase vinte mil eleitores para escalar esse degrau. Hoje, faltam somente dois mil eleitores para atingir essa meta que é de 200 mil eleitores para prefeitos e vice-prefeitos de municípios. Essa meta de atingir os dois escrutínios tem apenas cinco dias para vingar. Penso eu que se isso vier a acontecer muitas dúvidas irão remexer na cabeça dos juazeirenses que de uma hora para outra, viu o Tribunal Regional Eleitoral desencadear um operação jamais vista em lugar algum no Brasil para que esta cidade tenha as atuais regras eleitorais completamente mudadas. Segundo o colega jornalista Roberto Moreira, em isso acontecendo o cenário político muda muito caso tenha segundo turno. E a quem isso interessa? A resposta fica para a classe política e os homens da Lei do TRE. Sendo assim, estamos para lá de conversados. Sorry periferia política!!!!!






