

Estou sem entender um fato. Ando saindo por algumas casas gastronômicas para me reunir com amigos, coisa que faço há muitos e muitos anos, até mesmo por exigência profissional, mas tenho notado a presença de pouca gente nesses lugares. Ontem mesmo saí para almoçar com o amigo Antonio Brasil e fomos a dois points cratenses que se encontravam praticamente vazios. O primeiro tinha a nossa mesa e mais duas ocupadas, no segundo, a nossa e mais três contavam com clientes.
E isso não é só no Crato não, em Juazeiro do Norte e Barbalha esta realidade é uma constante. Alguns amigos que conversei sobre o assunto me esclareceram que isso é o reflexo do momento econômico brasileiro, a classe média está sufocada pela política ineficiente do Governo Lula de empoderar este andar da pirâmide social brasileira. Os pobres são os pobres e só, ou seja, tentando sobreviver com um salário mínimo miserável que não cobre com dignidade as necessidades básicas de um ser humano. Para amenizar, vejam só, o Governo Federal os contempla com uma tal de bolsa família que no canto do saudoso Luiz Gonzaga já se ouvia: “…Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.”
E assim a população vai tentando levar a vida sem boas perspectivas, pelada, pelada e nua com as mãos nos bolsos vazios e furados. E a cervejinha e a picanha tão prometidas em campanha vão ficando apenas numa doce ilusão, um sonho de verão como é de praxe neste Brasil muito mal conduzido, dominado por uma classe política desonesta, ineficiente, incapaz e insensível. Sei não…






