MARCOS PEIXOTO-COLUNISTA CARIRIEISSO


Enquanto o atual presidente Lula teve seus direitos políticos cassados por armar o maior esquema de ladroagem já visto neste planeta dentro de seus dois primeiros governos e nos de Dilma Rousseff , sua enfant terrible, a Justiça brasileira além de lhe tirar da cadeia, ainda lhe devolveu a condição de disputas eleitorais, tanto que hoje está ai novamente governando o Brasil e praticando as mesmas malandragens.
Mas aqui nas terras brasileiras o chicote que bate em Chico não consegue bater em Francisco e assim vai caminhando o Brasil descendo a ladeira.
Mas para o ex-presidente Jair Bolsonaro nada é permitido, tudo se transforma em absurdo. Vejam bem os senhores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu na noite de ontem, terça-feira (10), o julgamento de três ações nas quais o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é acusado de abuso de poder político durante a campanha eleitoral de 2022.
O julgamento começou com o tribunal ouvindo os advogados de defesa e acusação e o Ministério Público Eleitoral (MPE), que defendeu o arquivamento das ações contra o ex-presidente. Como o MP considerou inócua as acusações logo em seguida a sessão foi suspensa e será retomada somente na próxima terça-feira (17), quando os ministros vão iniciar a votação. Vão analisar até lá o que fazer para mudar o entendimento do Ministério Público.

Enquanto Lula e seus companheiros roubaram e nada lhes aconteceu, sabem do que estão acusando Bolsonaro? Não sabem? Vou lhes contar:
1- Nas ações, Bolsonaro é acusado de usar a estrutura da Presidência da República para promover sua candidatura à reeleição. Ele acabou perdendo a disputa para o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
2- No primeiro processo, o PDT alega que o então presidente fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais (live), em 21 de setembro de 2022, dentro da biblioteca do Palácio da Alvorada, para apresentar propostas eleitorais e pedir votos a candidatos apoiados por ele.
3- O segundo processo, no mesmo partido, trata de outra transmissão, realizada em 18 de agosto do ano passado. Segundo o partido, Bolsonaro pediu votos para sua candidatura e para aliados políticos que também disputavam as eleições, chegando a mostrar os “santinhos” das campanhas.
4- Na terceira ação, as coligações do PT e do PSOL questionaram a realização de uma reunião de Bolsonaro com governadores e cantores sertanejos, entre 3 e 6 de outubro, para anunciar apoio político para a disputa do segundo turno.
DEFESA E MP – Durante o julgamento, o advogado Tarcísio Vieira de Carvalho, representante de Bolsonaro, questionou a legalidade do julgamento conjunto das três ações e afirmou que a medida prejudica a defesa.
Sobre a realização das lives, o advogado afirmou que não foi usada a estrutura estatal e que as transmissões foram feitas por meio das redes privadas de Bolsonaro. “Essa reunião ocorreu na parte externa do palácio. Nas imagens, não aparece nenhum símbolo da República. Não há simbolismo nenhum. Não aparece bandeira, brasão. Não houve ganhos eleitorais”.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu o arquivamento das ações. Para o vice-procurador eleitoral, Paulo Gonet Branco, as lives não causaram impacto sobre a legitimidade do pleito. “Na ação em que se pede a áspera perda da inelegibilidade se exige que se caracterize a gravidade do ato, em termos de impacto substancialmente negativo sobre a legitimidade do feito”.







