ASSIM COMO TRUMP NOS EUA, NINGUÉM CONSEGUIRÁ DESTRONAR BOLSONARO COMO LÍDER DA DIREITA ATÉ 2026

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Joel Pinheiro da Fonseca
Folha

Trump pode até voltar, mas Bolsonaro estará inelegível, pois a esquerda assim o quer e a justiça é louca por Lula que continua com a imagem de corrupto e isso não se desfaz.

Quando Trump deixou o poder em 2021, em meio ao trauma que foi o 6 de janeiro, ele parecia liquidado. Mau perdedor, tendo que enfrentar vários processos judiciais e ainda com o maior ataque à democracia americana pesando sobre suas costas; suas falas bombásticas agora pareciam simplesmente irrelevantes.

Desde então, tudo mudou. Trump está mais forte do que nunca. Não só seu estilo conseguiu manter uma base de apoiadores forte, como mesmo os problemas jurídicos que ele enfrenta acabaram por fortalecê-lo.

MÚLTIPLAS ACUSAÇÕES – Pesam contra ele desde acusações graves (como ter interferido junto a autoridades eleitorais para mudar o resultado da votação) até contravenções menores e que só receberam a atenção da imprensa e do sistema de Justiça por se tratar de um ex-presidente.

O próprio fato de enfrentar um processo judicial e até o de ser condenado o fortalece, por alimentar a narrativa de que é um perseguido pelo sistema. Não tenho dúvida de que isso seja especialmente verdade quando o processo é por algo menor, por alguma tecnicalidade que escapa ao entendimento da maioria. Mas é bem possível que até acusações de crimes mais sérios possam ter o mesmo efeito.

Abuso sexual, tentativa de roubar votos. No mundo de hoje, é fácil encontrar os motivos para se negar, minimizar ou mesmo justificar qualquer ato, ainda que criminoso. É o “quem faz”, e não o fato em si, que motiva os posicionamentos.

RECÍPROCA VERDADEIRA – O mesmo vale na direção contrária: para quem não gosta de Trump, qualquer conduta dúbia ganha as cores de um crime contra a humanidade.

Certo ou errado, o fato é que esses embaraços judiciais fortaleceram Trump como o candidato republicano para 2024. O governador da Flórida, Ron DeSantis, que aparecia como possível sucessor, agora já parece carta fora do baralho. Tudo pode mudar até o ano que vem, mas o prognóstico está muito bom para Trump.

Não há nada que obrigue o Brasil a repetir passo a passo a dinâmica americana. Mas a semelhança é impressionante. A campanha nas redes, a presidência marcada por polêmicas e ataques à democracia, a imprensa como inimiga, a derrota depois de uma eleição acirrada. Até o nosso 6 de janeiro tivemos, com meros dois dias de diferença para marcar nossa tímida singularidade.

BOLSONARO VIVE – Sendo assim, prevejo que Bolsonaro será o líder inconteste da direita até 2026 e que ninguém conseguirá destroná-lo. Isso não é torcida; na verdade desejo muito estar errado. Só não acredito que esteja.

Mas temos sim uma grande diferença com relação aos EUA. Ela está, não na dinâmica do apoio popular, e sim no funcionamento das engrenagens da Justiça. Não se vislumbra nada que impeça Trump de concorrer, se assim o quiser.

Já por aqui, os embaraços jurídicos de Bolsonaro provavelmente o tornarão inelegível. E daí não importa o quanto os eleitores o queiram, ele não estará na urna. Exatamente como aconteceu com Lula em 2018.

BÊNCÃO DE BOLSONARO – Permanecendo como líder moral, mas incapaz de concorrer, conclui-se que o nome de direita para 2026 não surgirá por se contrapor a Bolsonaro, e sim por conseguir a bênção dele. E, para isso, terá de ser fiel a ele.

Chego, assim, à pergunta que não quer calar para quem deseja uma direita democrática e viável.

Afinal, é concebível que alguém possa, ao mesmo tempo, receber o apoio de Bolsonaro e os votos do bolsonarismo sem, contudo, reproduzir os seus métodos na hora de governar?

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Um dia acordei para ‘jornalizar’ a vida com os meus leitores. Nesta época trabalhava no extinto jornal Tribuna do Ceará, de propriedade do saudoso empresário José Afonso Sancho. Daí me veio a ideia de criar o meu próprio site. O ponta pé inicial se deu com a criação do Caririnews, daí resolvi abolir este nome e torna-lo mais regional, foi então que surgiu O site “Caririeisso” e, desde lá, já se vão duas décadas. Bom saber que mesmo trabalhando para jornais famosos na época, não largava de lado o meu próprio meio de comunicação. Porém, em setembro de 2017 resolvi me dedicar apenas ao site “Caririeisso”, deixando de lado o jornal Diário do Nordeste, onde há sete anos escrevia uma coluna social…

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