

O relacionamento do pré-candidato a governador do Estado, ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com o pessoal do PL e do União Brasil está sendo encarado pela população e pela crônica política especializada como a coisa mais esquisita do mundo.
É como se dissessem: “Pera lá, você vota, mas, por amor de Deus, não mostra aos demais que está comigo”. Parece mais o relacionamento de um homem casado com uma mulher que costumam chamar de filial. A matriz é que tem o direito de socializar com o danado do maridão; já a concubina tem que ficar na surdina, entre quatro paredes, nada de sair por ai passear com o seu(?) homem.

Ciro Gomes quer o apoio de André Fernandes, de seu pai, Alcides, de Carmelo Bolsonaro, do Sargento Reginauro, de Bella Bolsonaro e do Capitão Wagner, mas nada de exposição excessiva. Nada de exibir, em seus encontros, qualquer propaganda do candidato a presidente dessa turma, que é o senador Flávio Bolsonaro. Nada de trazê-lo para seu palanque quando a campanha estiver a todo vapor; sequer um encontro fortuito poderá acontecer.
Ora bolas, que situação mais constrangedora é essa para esses bolsonaristas que, em todas as eleições em que obtiveram êxito, eram simples desconhecidos e, por terem atrelado suas imagens ao bolsonarismo, conseguiram se eleger deputados federais, deputados estaduais, vereadores de Fortaleza e o escambau.
Como fazer agora, se estão terminantemente proibidos de utilizar a imagem de seus mitos para tentar se reeleger? A situação fica difícil para eles.
Ouvi dizer que, em um encontro realizado em uma cidade do interior cearense, um locutor teve o desplante de pedir um viva para o ex-presidente Bolsonaro. Para quê? Foi devidamente enxotado do microfone.
Participar de uma campanha política tendo que esconder a verdadeira identidade política transmite ao eleitor uma imagem de submissão e fraqueza.
Sendo assim, estamos para lá de conversados.
Sorry, periferia política!!!!






