

Tenho conversado com muitos jornalistas e blogueiros a respeito do desnível educativo que o ex-governador Ciro Gomes vem imprimindo a uma campanha política que ainda nem está no prazo de começar. Imagine quando a danada pipocar pra valer.
Todos são unânimes em afirmar que estão evitando comparecer aos atos públicos promovidos pela campanha da oposição e também evitando repercutir os impropérios que o candidato oposicionista tem perpetrado contra o governador Elmano de Freitas e, principalmente, contra o senador Camilo Santana.
Todos também são unânimes em afirmar que Ciro Gomes, por ter ajudado a ascender ao poder o irmão, Cid Gomes, e o filho de Eudoro Santana e Ermengarda, e por ter usufruído, até outro dia, das benesses que ambos lhe proporcionaram por deterem o poder de mando estadual, deveria ser mais complacente nas críticas.
Poderia fazer uma campanha afirmando que eles começaram a conduzir muito bem o poder no Ceará, mas que, nos últimos tempos, perderam o prumo e que, por isso e por outros motivos, resolveu desligar-se deles e tentar corrigir os rumos traçados para fazer o nosso Estado progredir, ter uma educação de qualidade, um sistema de saúde pública mais eficiente, mais segurança pública para garantir o direito de ir e vir do cidadão cearense, além de atrair mais investimentos para a geração de emprego e renda.
Mas não. O candidato Ciro Gomes só abre a boca para contestar, para se qualificar como salvador da pátria, dizendo que isso ou aquilo não deve ser feito, que determinada senadora é “cafetina de luxo” de seus maiores adversários, que Camilo Santana fez do Palácio da Abolição um verdadeiro “puteiro”, que o irmão, Cid Gomes, é um ingrato, que o presidente Lula é um “ladrão de carteirinhas”.
Puxa vida! São tantas as loucuras brotadas da bocarra do filho mais velho de seu Euclides Ferreira Gomes e dona Mazé que já há quem diga por aí que, daqui para o fim da campanha, caso ele sinta que será derrotado — arre égua! —, vão ter de arranjar uma camisa de força para segurar o candidato, pois, além da língua de trapo, o homem ainda tem a mania de partir para a força bruta.
Para não me alongar mais aqui nas minhas elucubrações políticas, deixo para os nossos leitores a canção “Metamorfose Ambulante”, do saudoso cantor Raul Seixas.





